O incrível Kim Jung Gi e a adoração do banal

Por Riven Melito, | Categoria: Arte

Vivemos hoje em um mundo de gênios. A internet permite a proliferação de material como nunca antes na história deste planeta (pun intended), então qualquer um que pegue uma caneta e faça um vídeo desenhando qualquer coisa corre o sério risco de viralizar e passar a ser adorado por milhares ao redor do mundo.

E então temos os artistas que realmente mostram um talento impressionante que muita gente nem chega a conhecer. E é claro, isso acontece em qualquer profissão, como era de se esperar. Talentos medíocres podem se tornar celebridades, ao passo que grandes mentes podem acabar no ostracismo. Sim, é comum acontecer.

Mas por sorte, não é bem o caso de Kim Jung Gi. O desenhista sul-coreano já está a alguns anos mostrando seu talento pelo mundo em convenções e eventos, com uma base de seguidores na casa das centenas de milhares. Confira o trabalho do figuraça:

 

 

Provavelmente neste momento você deve estar se perguntando (ou me perguntando): “Ok, o cara é bom, Um trabalho bem feito, bem detalhado… Mas por que ele tem tanta gente babando atrás?” Bem, o vídeo a seguir pode te explicar isso.

 

 

Exatamente. Kim Jung Gi não apenas desenha, ele faz apresentações. O artista cria suas imagens sem esboço, simplesmente direto pro papel, e em tamanhos gigantes, pra deixar a gente com o queixo no chão. Muito bom, não? Mas a questão deste post não é só pela qualidade do trabalho dele, mas também pela maneira como Kim trabalha.

Em diversas situações Kim explica como funciona seu processo de criação. Toda hora, a qualquer momento em que está acordado, o sr. Jung está desenhando. Tudo o que o cerca é retratado o tempo todo. Isso gera para ele um registro da forma como tudo funciona, e de como desenhar tal objeto. Com o passar dos anos, e desenhando tais coisas centenas de vezes, formou-se em sua mente um biblioteca, com registros de milhares de objetos, pessoas, poses, luzes. Então, quando ele vai desenhar, tudo que é necessário é criar na cabeça uma colagem, com todas as referências que já adquiriu, e então desenhar.

Tá, tá. Não é necessariamente algo tão simples, mas vamos ser sinceros: Quando adquirimos prática em qualquer coisa o processo se torna natural. O mesmo vale para Kim Jung Gi, só que em uma escala um pouco maior do que estamos acostumados. A primeira vez que você digitou uma mensagem em seu smartphone garanto que demorou um monte. Hoje seus polegares provavelmente se mexem sem vc nem pensar a respeito.

É a vida em que vivemos. Adoramos aqueles que fazem qualquer coisa e ás vezes esquecemos que também somos capazes, apenas nunca dedicamos tempo e estudo na obtenção do resultado. Podemos perder horas para terminar uma fase de Mário, mas ficamos embasbacados com um desenho a lápis compartilhado na internet, e não entendemos como o artista conseguiu fazer isso (deve ser dom divino!).

Mas ainda assim, Kim Jung Gi tem sim, um talento e dedicação aos detalhes realmente incomparável.

Conheça mais do trabalho dele no:

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Valeu!

Riven tem a arte como motivadora, a música como inspiração e o planejamento como instituição. Esta junção dos dois hemisférios do cérebro garantem uma abordagem diferenciada e eficiente na resolução de tarefas e problemas.