Marvel e a Guerra Civil da audiência

Por Riven Melito, | Categoria: Cinema

Estamos esperando ansiosamente. No dia 6 de maio o novo filme do Capitão América (sim, o filme é do Cap., não do Homem de Ferro ou Vingadores), Guerra Civil. E o que teremos nesta nova aventura? Dinheiro! Milhões na conta deles.

Sim, filmes de super heróis são uma febre. Com as novas tecnologias que temos hoje um garoto curioso usando um notebook consegue desenvolver uma mega produção de efeitos especiais. E isso no cinema, onde produtoras milionárias investem em deixar seu queixo raspando no carpete da sala, imagina se não vai ser um filmaço?

Bem, por mais que seja lindo, apenas belos efeitos hoje nem sempre garantem sucesso. Obviamente um monte de gente vai ver o novo Superman vs. Batman, ou o Esquadrão Suicida, ou até o Capitão América: Civil War. Mas vamos dar um pequeno spoiler: milhões foram ver o Bat vs. Super, mas poucos realmente se empolgaram com o filme. Como em um comentário que li no Youtube, o rapaz foi ver o BvS e o cinema inteiro gritou e aplaudiu o trailer de Guerra Civil, mas quando acabou o filme, prorpiamente dito, todo mundo saiu da sala com cara de Mehhh….

Mas Batman vs, Superman ganhou dinheiro? sim, com certeza. Nào tanto quanto queriam, mas todo mundo foi ver o filme. Só que a gente agora quer algo a mais. Como eu disse no início. Já que explosões e efeitos hoje se tornaram corriqueiros, está na hora de apostar em histórias realmente envolventes e interessantes, com atores competentes e atuações imersivas. E imersão é a palavra da moda. Hoje queremos acreditar que aquilo pode acontecer. Esqueça Velozes e Furiosos, por favor. Apague da sua mente.

E é minha intenção que Capitão América: Guerra Civil alcance estes patamares de qualidade e seja muito bem sucedido. A história original dos quadrinhos dá todo o material para isso acontecer.

 

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Não vou dar spoilers (muitos), mas vamos considerar qual é a premissa do filme, em comparação com o original nos quadrinhos. Sinceramente não fui atrás de suposições e teorias da web para saber como será o filme, então me baseio apenas pelo que eu li, e se você está lendo este post depois do filme, eu posso ter errado tudo. Sem problemas.

De acordo com os comics, temos um incidente envolvendo heróis e vilões onde centenas de inocentes acabam morrendo. Trágico. Tipo um 11 de setembro envolvendo supers. Com toda essa comoção, o governo tenta instituir uma lei para registro de pessoas com super poderes. Como um registro de armas, ou de judeus, ou coisa similar. Você tem um poder? Registre-se.

Só que então dois dos mais icônicos heróis da Marvel acabam batendo de frente nessa questão. Homem de Ferro é a favor do registro, para prover treinamento a poderosos despreparados; Capitão América acha que isso fere os direitos civis das pessoas (e adora citar Hitler neste contexto).

A grande questão vem aí. Acho que não vão chegar a usar um evento específico no filme, pelo que percebi pelo trailer, mas sim os eventos do último filme dos Vingadores, onde eles derrubaram uma cidade do céu (É. Isso mesmo, do céu).

Não viu o trailer ainda? Toma aí.

 

Bem ,é por aí. Este é o motivo para toda a confusão. Direitos civis. Que levam ao argumento: até que ponto o governo pode realmente mandar em tudo?

Eu realmente não acredito que o filme terá toda a profundidade e consequência que os quadrinhos (o que mais de 100 edições falaram num crossover sobre o assunto não cabem em um filme de aproximadamente 2 ou 3 horas). Hollywood é assim, já nos acostumamos. Vamos ter efeitos pipocando em cada milímetro da tela, mas creio que o início de uma mudança de paradigmas se faça presente. Estou realmente interessado em ver se trarão um pouco mais de assunto para essa película. Me diga se acertei daqui a algumas semanas.

Uma coisa que realmente creio que não irá acontecer será… (spoiler, único humano que não sabe disso ainda)

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Pois é… Isso acontece na Guerra Civil da Marvel. E agora? Vamos esperar para ver o que eles fazem.

A ansiedade me consooomeee.

Riven tem a arte como motivadora, a música como inspiração e o planejamento como instituição. Esta junção dos dois hemisférios do cérebro garantem uma abordagem diferenciada e eficiente na resolução de tarefas e problemas.