Francis Picabia

Por Andrei W. Müller, | Categoria: Arte, Literatura

Ele foi um grande explorador das artes do seu tempo. Passou pelo impressionismo, pontilhismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo. Nos seus últimos anos voltou a imagens figurativas e retratos. Apesar de ter passado por tantos escolas diferentes, conseguiu em cada um deles, ter um estilo próprio.

Nascido na França em 1879, filho de pai cubano e mãe francesa, ele perde a mãe aos 7 anos. Teve uma infância com certo conforto financeiro, mas emocionalmente problemática, “entre minha cabeça e minhas mãos, a figura da morte está sempre presente”, diz ele em 1922.
Ainda adolescente, inicia seus estudos na “École des Arts Decoratifs”, a mesma onde Van Gogh Toulouse-Lautrec tinham estudado. Já aos 20 anos ele consegue viver só de pintura (e de algum dinheiro da herença de sua mãe).

Francis Picabia fotografado por Man Ray

Sua carreira foi um grande transitar por diferentes escolas. Entre 1903 e 1908 era fortemente influenciado pelas pinturas impressionistas de Sisley. Já em 1909 tem início sua fase cubista. Nesse período sua obra começa a ganhar mais destaque e firma forte amizade com o artista Marcel Duchamp e o poeta Guillaume Apollinaire.

Entre 1913 e 1915 tem início sua fase “proto-dada”; nesses anos ele era parte ativa do movimento avant-garde. Fez diversas viagens a Nova York e se encantou pela cidade. Foi responsável direto pela chegada do movimento modernista a Ámerica. A revista novaiorquina 291 dedicou uma edição inteira a ele; na cidade ele conheceu o fotógráfo Man Ray e logo Duchamp também se juntou a eles; foi um tempo em que o álcool e drogas começaram a virar um problema para o artista.

“The essence of a man is found in his faults.” Francis Picabia

No final de 1916, durante uma estadia em Barcelona, e com ajuda de outros artistas, ele deu início a sua revista dada, a 391 – que seguia o mesmo modelo da 291 americana. Até 1919 ele se manteve no movimento, mas a partir daí foi surgindo um forte interesse seu pela surrealismo. Em 1925 ele voltou a pintura figurativa. Nos anos 1940 mudou-se para o interior da França. Ainda antes do fim da Segunda Guerra ele voltou para Paris e continuou com o trabalho abandonado de pintura abstrata e dedicou-se também a poesia.

Confira aqui alguns dos seus trabalhos:

  • Albana Luna Balestra

    Não conhecia, achei bem legal mesmo! mas com todo meu conhecimento em artes plásticas prefiro Schiele e Saville 😉