Fotografias de Sebastião Salgado

Por diandra, | Categoria: Fotografia

A fotografia nem sempre esteve presente na vida do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, conhecido mundialmente pelo retrato de realidades afetadas devido as mudanças socioeconômicas ao redor do mundo. Na verdade, o mineiro Sebastião Salgado formou-se em economia pela Universidade do Espírito , e posteriormente trabalhou como economista no Ministério da Economia em 1968. Devido as perseguições do período da ditadura militar, se viu obrigado a pedir asilo político em Paris no ano de 1969.

De volta para o Brasil, trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973, como especialista na fiscalização de plantações africanas. Aos 29 anos, surgiu a oportunidade de uma viagem para a África, Sebastião levou consigo a máquina fotográfica da esposa, e durante a estadia no continente, acabou se encontrando com o mundo da fotografia.

Para Salgado, a fotografia era um modo de entender como a economia podia influenciar na vida humana. Dedicou sua vida para retratar os excluídos, mais pobres e pessoas que estão a margem da sociedade. Esquecidos em mundo, onde o poder pertence a grupos específicos.

A intenção do fotógrafo sempre foi incentivar o debate, principalmente para que as pessoas pudessem entender o que acontece, além das fronteiras de suas próprias casas. Salgado define suas fotografias como ” um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece”.

No início de carreira, trabalhou como freelance em reportagens fotográficas em Paris, na agência Gamma, e depois na Magnum. Em 1981, já trabalhava como fotografo no jornal The New York Times.

Dos muitos trabalhos do fotógrafo, algumas publicações se destacam, como o livro Outras Américas, um registro de povos indígenas na América Latina. O trabalho iniciado em 1977, levou sete anos para ser concluído. Para realizar o trabalho, Sebastião Salgado percorreu desde o litoral do Nordeste brasileiro, ao Chile, Bolívia, Peruo, Equador, Guatemala e ao México.

Em Trabalhadores, o fotógrafo registra o trabalho de homens e mulheres que vivem em condições precárias no trabalho. São 350 fotografias em preto e branco. retratando o trabalho de pesca do atum na Sicília, imagens de garimpeiros e trabalhadores rurais no Brasil, uma mina de enxofre na Indonésia, entre outras realidades.

E por fim Gênesis, trabalho mais recente, revela o resultado de uma expedição de oito anos épica para redescobrir as montanhas, desertos e oceanos, os animais e os povos que escaparam da modernidade. ‘Cerca de 46% do planeta ainda é como era no tempo da gênese’, Salgado lembra. ‘Temos que preservar o que existe’.